Da universidade para o campo: Conheça a tecnologia patenteada pela Unioeste que promete transformar o manejo biológico no agro

É com grande orgulho que celebramos uma conquista extraordinária para a Unioeste, para o grupo de pesquisa GENPEC (Grupo de Pesquisa em Eletrofiação, Nanomateriais, Polímeros, Eletroquímica e Catálise, do campus de Toledo) e para a Prime Agro. A concessão desta patente de invenção representa um marco divisor de águas na interseção entre a ciência de ponta e o agronegócio sustentável. Viabilizado pelo renomado programa MAI/DAI do CNPq (Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação), este projeto exemplifica com perfeição como a cooperação entre a academia e a indústria pode gerar soluções tecnológicas reais, robustas e de alto impacto para o mercado, consolidando a universidade como um polo gerador de alta tecnologia e acelerando a transferência de conhecimento para o setor produtivo.

O coração desta inovação tecnológica é o nanoencapsulamento biodegradável de microrganismos benéficos, como fungos e bactérias, através do processo avançado de eletrofiação. Na prática, o produto atua inserindo esses microrganismos dentro de uma matriz polimérica e hidrossolúvel composta por materiais como PVA, amido e sorbitol. Essa nanofibra funciona como um escudo protetor ultraeficiente, superando um dos maiores gargalos da biotecnologia atual ao garantir a viabilidade e a estabilidade dos ativos biológicos por mais de seis meses de prateleira (shelf-life).

Ao entrar em contato com a umidade no campo, a matriz se dissolve gradualmente e libera altas concentrações de microrganismos diretamente no alvo. A tecnologia se destaca pela sua enorme versatilidade, permitindo que o material seja reativado e multiplicado em biorreatores industriais ou diretamente através do sistema on-farm. O produto final é perfeitamente direcionado para o tratamento de sementes, aplicação em sulcos de plantio ou como um potente biofertilizante líquido. Sendo uma tecnologia perfeitamente alinhada à agricultura regenerativa, ela impulsiona a substituição gradual de insumos químicos tradicionais por ativos biológicos de alta performance, promovendo uma produção limpa e sem deixar resíduos poluentes no solo. É a ciência brasileira mostrando sua força, tirando a pesquisa do laboratório e entregando ao produtor rural uma solução revolucionária e patenteada.

Fonte: Douglas Cardoso Dragunski/UNIOESTE